O Projecto Mozambique Local TB Response (Resposta Local à TB em Moçambique) teve o seu início em setembro de 2019 e está sendo  implementado em 20 distritos de 4 províncias do país: Nampula, Zambézia, Sofala e Tete.

Para dar inicio as actividades, o projecto capacitou 20 Lideres de área que são os supervisores de campo e 400 activistas, sendo 20 por distrito, que asseguram a implementação directa das actividades no terreno. Apos a formação dos actores comunitários, o projecto iniciou efectivamente com as suas intervenções comunitárias no passado mês de Marco e conseguiu alcançar cerca de 14,391 pessoas com diversas mensagens relativas à Tuberculose.

Desse numero, o projecto rastreou 7,933 pessoas e diagnosticou 515 doentes com TB de todas as formas.

O projecto tem estado a implementar a nova estratégia do MISAU que consiste na prestação de apoio psicossocial aos doentes em tratamento para TB MR (Multidroga Resistente) na província da Zambézia, com atribuição de um subsidio mensal de 540,00 Mt destinados a suporte em transporte e algum alimento essencial de forma a manter o nível de adesão ao tratamento. A nível comunitário, continuam as buscas de pacientes com sinais e sintomas de TB, sua referencia para às Unidades Sanitárias e prestação de DOT Comunitário e DOT Plus aos doentes com TB sensível e com TB MR respectivamente – explica Alberto Baptista Director do Projecto.

Entretanto, devido à pandemia do Covid-19, o projecto decidiu suspender algumas actividades que implicam aglomerados de pessoas (dias mensais de tosse, palestras colectivas, formações e treinos de grupos de pessoas). Simultaneamente, o projecto tem estado a reforçar a comunicação e difusão de mensagens de precaução em relação a esta nova doença.

O projeto Mozambique Local TB Response, durante os 5 anos de implementação espera alcançar cerca de 1,5 milhão de indivíduos com mensagens de TB, rastrear 900.000 pessoas para TB e contribuir com aumento de notificação de casos de TB todas as formas passando de 52.385 casos de TB em 2018 para 114.815 em 2024 nas 4 províncias alvo.

O projecto é financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e é implementado por um consórcio de cinco organizações liderado pela ADPP. Fazem parte do consórcio para além da ADPP, as organizações  Kupulumussana, FHI360 e Dimagi.